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domingo, 19 de outubro de 2008

estranho.

Hoje foi um daqueles dias de véspera de teste em que decidi estudar e curiosamente descobri que até percebo a matéria e até gosto.

Mas depois parei de estudar, dei umas voltitas e pensei para mim: "epa, já não me lembro de metade."; e concluí que afinal não gosto da matéria, e que para a perceber tenho de a ler muitas, muitas vezes.

sábado, 6 de setembro de 2008

é verdade.

Parece que os dias sem sol também podem ser felizes. Tenho o meu sol.

...o sol vai embora quando há nuvens, mas tu, estás sempre lá para me aquecer.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Mas porque é que tem de ser assim?!

A vida dá muitas voltas, é verdade, mas eu começo a achar que a minha cabeça dá muitas mais! Pensar, pensar e pensar e não chegar a lado nenhum por não saber em que pensar! E querer pensar e não conseguir! Fogo! Acho que se não fosse responsável pelo que faço já tinha feito quase tudo, mas mesmo. Apetece-me partir isto tudo, gritar ao mundo o que sinto e fazer com que o tempo volte atrás para só eu me lembrar do que tinha feito, e sentir-me bem. Sinto que estou a escrever algo sem nexo, mas acho que também já nem sei o que é o nexo. Esta minha cabeça... se alguém ler isto é capaz de não perceber, mas o que é que eu posso fazer? Eu não sou perfeito! Se me deram a cabeça foi para pensar, e burro eu não sou. Sou daquelas pessoas que começam a pensar numa coisa e de repente associam logo ao pior, do género comichão; vai morrer. Eu acho que morrer não, mas hibernar dava-me jeito.

Casquinho, ai... as coisas da vida.

terça-feira, 24 de junho de 2008

só assim porque me apetece...

Eu acho que ao seguinte post se poderia chamar um 'não ter nada para fazer'. Sim, realmente nunca percebi a expressão 'não ter nada para fazer', porque se assim é, a pessoa em questão teria tudo para fazer, mas agora não me apetece desenvolver, e não o vou fazer.

Bem, eu cliquei na hiperligação para entrar nesta maravilha de mundo das minhocas, e vi último post, e, como de habitual, li o senhor texto e fiquei extremamente indignado. Portanto, aqui vai disto, só mesmo para chatear a minha amiga Zuza.

Este é o 'e tal', porque acho que o teu post só fala do 'coiso'.

Mas qual é a razão de apoiar a Itália, quando a Espanha está aqui ao lado?

Mas a Espanha também não tem pizzas e massas?

Vamos pensar bem e vamos comparar a língua italiana com a espanhola: não serão assim um bocadinho parecidas? É que além do português e do brasileiro não conheço mais nenhumas duas línguas tão parecidas, e dizem que quem fala brasileiro fala português, mas metam-me à frente de um brasuca a ver se a língua é igual. (Agora descobri que tenho tendência para começar a falar de outras coisas quando estou a falar de outras.)

E depois há a questão de todos os caminhos irem dar a Roma... Hmmm... Quando eu saio de casa para ir à mercearia não passo por Roma primeiro, e se me pusesse a caminho de Roma, assim a pé, era capaz de me perder um bocadinho... mas enfim. (Eu não sou burro, eu sei que é só uma expressão, mas quero gozar um bocadinho).

E amiga, tu tens sorte, que eu não sou adepto de visualizar rabinhos do sexo masculino, mas como adepto do futebol sei que a Itália é uma selecção com bastante experiência... vai daí já são um bocadinho idosos para ti hein? Não preferes antes um nostro hermano novito, com quem uma rapariga pode passar ainda uns aninhos, gozando do chorudo salário de um futebolista de selecção?

Sabes uma coisa? Também pensava que os espanhóis iam perder... Mas porque razão os espanhóis tinham de perder por terem menos cabelo que os italianos? Não poderiam os italianos perder por terem mais que os espanhóis? Eu não tenho o cabelo grande, mas a verdade é que vós raparigas estão constantemente a desviar o cabelo ou a fazer um rabinho de cavalo para o dito não vos ir para os olhinhos. Visto assim os italianos perdiam porque o cabelo lhes tapava os olhos, mas pronto.

E mais uma coisa amiga, eu também vou saber as minhas notas amanhã, e não estou muito contente com isso, provavelmente até me vais bater quando me vires pela primeira vez depois de leres isto, mas sabes como é que é...

Casquinho, só para chatear a Zuza e a televisão dela.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

o não saber ser.

Quando para nós um mais um dá um, e o resultado é um nós, somos felizes.

Sou feliz e o feliz não gosta do triste, diz que é feio. O triste tenta ser feliz, mas o triste é triste e não é feliz. O triste pensa, pensa e pensa. Destrói, pensa e constrói de novo como se não tivesse destruído. O triste precisa do feliz, mas o feliz não pode estar sempre feliz e às vezes está triste, e o triste não gosta de ter amigos com os mesmos interesses. O amigo do triste é o que o faz sorrir, o que com um sorriso faz sorrir; o que com o possível faz o impossível e dá a conhecer ao outro a maneira como o faz; o que espera por tudo e por nada no meio do deserto, enquanto bebe a água do futuro incerto que o triste lhe traz; o que mostra a palma da mão cicatrizada de tentativas falhadas e de pensamentos inúteis que a lado nenhum o levam, mas que a todo o lado chegam.

É a vida, à espera de um sinal que não vem, mas é esperado.

Casquinho, porque as coisas boas da vida não sou eu que as faço, somos nós.

sábado, 24 de maio de 2008

assim não gosto.

Estou triste e mal-humorado.

A vida tem altos e baixos... Normalmente, a minha está no alto, mas hoje teima constantemente em cair. Não, não sou um adolescente incompreensível, compreendido apenas por pseudo-psicólogos que não sabiam o que fazer na vida e decidiram tratar de malucos. Eu só me irrito (e não é fácil irritar-me) porque me irritam, e quando me irritam eu fico irritado, triste e mal-humorado. Preciso de mais parvoíce, mais gargalhada, mais riso e mais barriga dorida. Preciso de praia, de sol e de mar. Preciso de ti.

Casquinho, continuo sem perceber porque raio a minha mãe não sabe descascar uma laranja.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O senhor bidé.

A meu ver, a palavra mais feia que existe é bidé. Mas quem é que se foi lembrar de inventar a palavra bidé? Bem, normalmente o inventor dá o nome ao inventado, mas pensemos bem se faz favor... Qual era o pai ou mãe, que iria ter a infeliz ideia de chamar Bidé ao filho? Deus me livre se eu me chamasse Carlos Bidé. É que o raio da palavra é feia não só em termos visuais, como também o é em termos sonoros. - Olá, o meu nome é Bidé, James Bidé. Credo! É de meter medo ao susto. Sinceramente são palavras como estas que me levam a duvidar da existência de Deus (não querendo ferir susceptibilidades); ora se Deus aquando da construção da torre de Babel inventou aquelas línguas todas, certamente inventou a palavra bidé. Ou estava a gozar com os demais, ou então não existe!

Mas para além de ser feio também é engraçado. Lembro-me que quando era mai piqueno a minha avó (Deus a tenha em boa saúde) perguntava-me se queria ir lavar o rabinho ao bidé, antes de me ir deitar; o bonito do bidé... engraçadote e tal e quê!

No nono ano, na disciplina de Língua Portuguesa, os alunos aprendem a derivação das palavras: existem palavras às quais lhes caiu uma letra, umas que ganharam outra... mas bidé? De onde veio isto? Provavelmente não tinha acento, sendo qualquer coisa como bide. Imaginemos os homens das cavernas nas suas grutas, com o seu bidé rochoso, talvez um modelo de pedra da calçada, a dizer: - Bitó! Tu num deixá bide limpu!, e começavam à porrada pelo bidé não estar limpo (porque naquele tempo qualquer coisa que houvesse era logo p'rá porrada, por tudo, e por nada).

Mas tem mais... o bidé não é só p'ró rabinho. Dá para os pezinhos também, para cortar as unhas, para as meninas as pintarem, e para as senhoras velhotas e os senhores velhotes rasparem as peles dos calcanhares. E muitas outras utilidades.

Estou aqui a tentar arranjar alguém para poder comparar ao bidé... ... simplesmente não há! Uma pessoa que se compare a um bidé, é uma pessoa, como é que se costuma dizer... Uma pessoa bidé! Sim! Uma pessoa para se comparar ao bidé, é sem dúvida uma pessoa bidé!

Bem... Se eu fosse um bidé... a minha vida era a pior. Cada vez que eu visse nem que fosse um nico do reguinho de alguém, era ali que eu me entupia, e ia buscar a água dos outros bidés meus amigos, ao esgoto, para me entupir. Se eu fosse um bidé, não me chamaria bidé. Se eu fosse um bidé, escondia-me com os meus outros amigos bidés e, juntos, mas sempre escondidos, iríamos na máquina do tempo, para matar o sacana que inventou a palavra, BIDÉ!

*nenhum blog deve ter uma concentração tão elevada da palavra bidé num só post.


Casquinho, o bidé é nosso amigo.

sábado, 26 de abril de 2008

sem açucar mas com leite condensado.

Por vezes, tudo pára. Não por nós querermos que pare, mas por ser um reflexo do nosso corpo, como quando chamam por nós, e nós automaticamente olharmos. Paramos para pensar no que fizemos um segundo, um minuto ou uma hora antes; para pensarmos no passado, recente e longínquo. Porque a vida recompensa-nos com momentos como este: o chegar a casa e, no sofá, cansados, pararmos.

Houve um dia em que parei. Um dia que me via diferente, quando eu o via como todos os outros. Parei, e vi-me reflectido em mim mesmo. Olhei para mim e disse que não conseguia, com aquela cara de quem diz que não consegue. O meu eu apoderou-se de mim, e levou-me até ao meu reflexo para eu lhe dizer que ia em frente, que estava à beira de cair para o desconhecido, e que ia dar um passo em frente. Ele não respondeu, mas pareceu-me ouvir da sua boca inexistente o seu grito de apoio.

Cheguei.

Tive medo.

Avancei.

Caí, e cheguei lá abaixo. Parei. Outra vez? - perguntei a mim. Sim, e porque não? Posso parar quando me apetecer, a vida deixa!

Parei e pensei porque tinha parado, mas não pensei nada de jeito, então continuei, como se não tivesse parado; e vi-te... a ti. O sentimento que me preencheu não tinha comparação; era como um donut, sem açúcar, mas recheado de leite condensado. Vi-te e fui contigo parando e parando onde era preciso, mas sempre andando.

Porque as coisas boas da vida não sou eu que as faço, somos nós.


Casquinho, os donuts

quarta-feira, 23 de abril de 2008

o primeiro.

Posso começar? Se continuaste a ler isto (seu/sua cusco/a), então é porque posso. Vou começar com um "antes de mais".

Antes de mais, olá.

E depois do "antes de mais", o que é quem vem? Vem mais, dah, o que pensavas que era?

O que mais me caracteriza é a minha personalidade... havia de ser o quê? A personalidade é sempre o que mais nos caracteriza. E a seguir, o que é? O nosso auto-retrato escrito para a aula de Português:


Eu chamo-me Carlos e gosto do meu nome!

Fui solicitado a fazer o meu próprio retrato. São neste momento dezoito e cinquenta e vou começar a fazê-lo. Eu chamo-me Carlos, eu gosto do meu nome, é o nome do meu pai. Mas o meu nome não é só este, tenho mais três: sou o Carlos Filipe Casquinho Teixeira, e gosto também do apelido Casquinho.

Eu chamo-me Carlos e gosto do meu nome!

O Carlos tem dois lados, o de cima e o de baixo. Quando o Carlos está no lado de cima, é uma festa, faz as palhaçadas do costume (nem sempre tão alegres quanto isso), está receptivo, atento e interessado, ri-se de tudo, do que tem piada e do que não tem, ri-se sozinho... Quando muda para o lado de baixo, já não fica tão alegre, o seu olhar muda e os seus ombros encolhem como se tivessem frio. O Carlos não gosta do Carlos que está em baixo, mas o Carlos sem o lado de baixo não era o Carlos, não sei o que era, não deve existir…

Bem, são dezanove e vinte e seis, e a inspiração voltou ao Carlos. O Carlos está virado para cima quase sempre, depende do dia. Se estiver SOL e o Carlos puder ir para a praia… Se o Carlos estiver com os amigos a jogar uma ‘suecada’ ou um ‘poquerzito’, nos quais o Carlos está sempre muito concentrado no seu jogo, por fora… mas concentrado no jogo dos outros por dentro! O lado de cima é aprazível para o Carlos, é o lado do qual ele gosta mais, e com certeza o lado para qual os amigos do Carlos queiram que ele esteja virado. Quando está de chuva o Carlos não gosta, quando faz vento e o Carlos está de cabelo molhado, o Carlos fala com o vento, diz assim: “Aiiiiiii… já começa…” O Carlos gosta do seu cabelo e o seu cabelo não gosta de estar despenteado.

(O Carlos está a escrever este texto e está a descobrir que gosta de escrever)

O lado de baixo não diz muito ao Carlos, diz duas palavras: tristeza triste (o Carlos gosta de pleonasmos). De facto, o Carlos só olha para baixo quando está triste, quando a vida lhe corre mal (embora a vida lhe corra quase sempre bem), quando o Sporting perde por muitos, muitos golos... embora o Sporting ganhe sempre (mentira, o Carlos gostava que o Sporting ganhasse sempre, mas não ganha).

São oito horas da noite e a mãe do Carlos está a dizer-lhe que ele ainda não largou o computador desde que chegou a casa. A mãe do Carlos é importante para ele, o Carlos gosta da família que tem.

A vida do Carlos pode resumir-se, mas não caberia aqui, por isso não vale a pena!

Eu chamo-me Carlos e gosto do meu nome!

(espécie de) P.S. – O Carlos está a olhar para cima agora que acabou.


E acabou assim.

(Agora a sério, está bueda fixe! :D)

Casquinho, o primeiro.