segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Andanças 08

Lá porque o meu é mesmo de xumbo, isso não me impediu de saltar, espernear, girar, e vá, por alguns momentos, dançar. Andanças, para um mero ser humano do mais sedentário que a vida permite, foi algo inesquecível. Perdeu-se o gosto ao sofá e à televisão, que se fizeram substituir pela energia contagiante daquele lugar que de tão simples, me preencheu a alma durante quatro (sim, só quatro... snif) imparáveis dias. Quer fossem as sessões de percussão onde se usam garrafões, pedaços de máquinas de lavar loiça, entre outros, ou os concertos de tachos e panelas improvisados no refeitório, a música estava em todo o lado e não só nas tendas que estremeciam tanto nas aulas de dança como nos concertos da noite. Pena que os meus pés não aguentem tantas horas de actividade, que nos concertos já nem os levantava. Sim porque, descansar descansar, só mesmo nas sessões de relaxamento (a estreia no yoga foi bastante positiva).



A diversidade de estilos, pessoas, culturas que se cruzaram por ali tornaram toda esta aventura ainda mais espectacular. E, só porque não chega de qualidades, o mote ambientalista que realmente é posto em prática (e deita qualquer Rock in Rio abaixo) deixaram-me ainda mais satisfeito por fazer parte de toda a experiência. Isso e a comida vegetariana de devorar e chorar por mais (sumo de tamarindo, nunca mais te largo).



Recomendo aos novos, aos velhos, aos tímidos e sem-vergonha. Há um lugar para todos no Andanças. Para repetir, até que esteja tão velho que nem me consiga levantar.


(fotografias: danças húngaras, percussão em materiais recicláveis, Melech Mechaya)

abreu

4 comentários:

Nikky disse...

É tão pertinho de mim, todos os anos digo que vou e ainda não fui... :(

nuno miranda ribeiro disse...

eu eu... aos anos que estou pra ir!
abraço, nuno.

eremita disse...

E pensar que falta um ano para o próximo..

joana disse...

aaaah... que saudades... realmente faz-nos perceber como somos tão mais felizes se nos mexermos, sabendo ou não dançar. como o contacto humano, fisico, emocional ou simplesmente verbal, não é um bicho de sete cabeças e no fundo faz tanta falta.

e pensar que ainda faltam 11 meses...